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O auditório do Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB), em Taguatinga (DF) estava lotado na sexta-feira, primeiro dia do 1º Seminário Educacionista do DF e Entorno. A presença de quase 200 jovens, estudantes, professores e educacionistas superou a expectativa da organização. Todos estavam ali para ouvir a palestra de abertura, ministrada pelo professor e senador Cristovam Buarque, que falaria sobre o tema: Educacionismo.
Educacionismo e educacionista são dois neologismos lançados pelo senador pelo DF há menos de dois anos. Possui na internet 90.300 citações para o termo Educacionismo e 68.700 para Educacionista. Números sem precisão científica, mas que mostram uma incorporação das palavras ainda inexistentes nos dicionários da língua portuguesa.

Sem saber exatamente o que ouviria, a estudante de jornalismo Myrcia Araújo, 19 anos, veio fazer uma matéria para disciplina do 4º semestre do curso da Universidade Católica. Foi convidada pelo amigo Adam Bezerra, 19 anos, estudante do 3º semestre de História do UniCeub que ouviu palestra feita na semana anterior por Cristovam, por ocasião do lançamento, na instituição, do seu 23º livro “O que é educacionismo”, publicado pela editora Brasiliense.
O amigo, Adam, gostou do que ouviu na faculdade em que estuda sobre o conceito do educacionismo: o filho do patrão estudar na mesma escola do filho do trabalhador. Para o estudante, o discurso de priorizar a educação já vem sendo tratado por vários educadores: “Paulo Freire, Darcy Ribeiro já debatiam o tema. A diferença é que Cristovam complementa politicamente esse raciocínio, dá um caminho para ser posto em prática”, disse.
Educadora de longa data, a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, professora Juçara Vieira, presente no evento lembrou que a educação precisa de ma militância que seja ao mesmo tempo racional e encantada com o trabalho que faz. “Acho que o senador sintetiza bem isso porque se envolve com o tema da educação, mas pensa em formular propostas para a sociedade brasileira”, afirmou. Segundo ela, o importante é provocar o debate, fazer pensar. “Por isso fiz questão de vir ao evento, mesmo tendo um compromisso no Rio Grande do Sul”, completou.
Já a educacionista e coordenadora dos núcleos educacionistas do Rio de Janeiro, professora Rachel Coelho, acostumada a ver o senador falar para um público elitizado, gostou de ver o evento ser realizado em uma escola de nível médio. “Acho que é esse público que precisamos atingir. A organização está de parabéns pela escolha do local”, resumiu.
Estiveram presentes ainda o deputado distrital, Reguffe, o presidente do PPS, Amauri Pessoa, o coordenador dos Núcleos Educacionistas do Centro-Oeste, Carlos Santos, o representante da Regional de Enisno de Taguatinga, professor Luciano Santos, o professor de História da faculdade Projeção, professor Augusto Matos, e a professora Lucilene Silva Santana, vice-diretora do CEMAB.
E a estudante de jornalismo, Myrcia, o que achou do evento: “Gostei muito, a idéia é ótima e foi muito bem explicado. E, apesar de Cristovam usar o termo utopia para o conceito do Educacionismo, creio que, se nos esforçamos, estamos muito próximos de atingir essa nova realidade, sim. Aliás, ela é muito mais fácil de ser atingida do que o comunismo, por exemplo”.
Fonte: Ascom senador Cristovam Buarque.
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