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Para prevenir uso de drogas nas escolas não basta informar PDF Imprimir E-mail
11 de agosto de 2008
Para prevenir o uso de drogas nas escolas não basta informar. É preciso intervir sobre os fatores de risco. Foi a partir desta idéia que a médica psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Câmara Técnica Temática do Conselho Nacional Antidrogas, Fernanda Gonçalves Moreira, tratou sobre o tema educação e drogas durante o I Congresso da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (Abramd) sobre Drogas e Dependências, na cidade de São Paulo (SP).


Paula King

 
   

Para Fernanda, as atuais ações das escolas são ineficazes pois falham na comunicação, partindo da idéia de senso comum de que ter conhecimento sobre o assunto significa fazer escolhas mais certas na vida.

“Ser uma pessoa bem informada é importante, mas não é tudo”, afirmou. “Erramos ao idealizar o poder do conhecimento como determinante do comportamento”. Ela parafraseou Paulo Freire: “seria, porém, exagero idealista, afirmar que a assunção, por exemplo, de que fumar ameaça minha vida, já significa parar de fumar. Mas deixar de fumar passa, em algum sentido, pela assunção do risco que corro ao fumar”.

Mesmo se a informação bastasse como forma de prevenção, ela deveria ser construída de maneira mais elaborada. Segundo a cientista, as escolas ainda apelam para slogans simplistas de prevenção de uso de drogas e usam o moralismo para chamar a atenção dos jovens.

Melhores formas de atuação

Segundo a psiquiatra, os educadores devem ser os protagonistas de ações de promoção de saúde nas escolas. E apesar do assunto ainda ser considerado tabu - o que gera certo desconforto tanto para professores quanto para os alunos -, é aconselhável realizar um trabalho diário de intervenção nos fatores de risco associados ao uso indevido de drogas, como conversas diárias com os alunos, atividades para gerar reflexão e até mesmo convidar especialistas na área para dar palestras e debates. 

“Há uma paralisia da escola perante o assunto”, diz Fernanda. “Porém, há necessidade de tomar atitudes”. Segundo ela, a identificação e manejo adequados de alunos em situação de vulnerabilidade, manter a tranqüilidade e ser compreensivo em relação ao assunto, ser positivo e manter um vínculo saudável com o aluno são boas maneiras de induzir a promoção de saúde.

Fernanda reconhece que tal tarefa não é simples. “Os educadores encontram-se prensados: de um lado a orientação pedagógica vigente que propõe atitudes compreensivas e inclusivas para os alunos, que é corroborada pela própria prática destes; de outro lado, a sobrecarga de trabalho e de responsabilidade, e a representação social preconceituosa do uso e do usuário de drogas ilícitas, inserida na sociedade moderna, que continua a criar seus bodes expiatórios”, conclui.


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fonte: Portal Aprendiz

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Sandra de Lima Longhi     | 200.140.79.xxx | 2008-09-15 16:36:41
Sou Sandra Lima Longhi, trabalho na área da Infância e Juventude há 16 anos e gostaria de participar do Movimento Educacional e aplicar nas escolas da minha cidade. A frase, "Não basta só informar" é válida, precisamos investir um pouco mais nessa informação. Aguardo contato pelo e-mail. (sandralonghi@yahoo.com.br)
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